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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

jogos pedagógicos


Ditado lacunado

Patrícia Cordeiro Sbrogio

Objetivos

  • Refletir sobre as relações entre som e letra na língua portuguesa.
  • Refletir sobre regularidades e irregularidades ortográficas.
  • Grafar e acentuar corretamente as palavras.

Ponto de partida

Escolher o texto que será objeto da reflexão sobre grafia e acentuação das palavras. Nesse plano, utilizaremos o texto O ballet da ortografia, de Leon Eliachar, mas há muitas possibilidades.

Texto completo para reflexão inicial

O ballet da ortografia

Às vezes quero dizer que saí e mandam botar acento no "i", porque se tirar o acento, quem sai não sou eu, é o outro - e é aí que está a diferença. Falam-me de ditongos, em hiatos, em dissílabos e proparoxítonas - palavras que me trazem amargas recordações de uma infância cheia de zeros. Quando vou a uma festa, nunca sei se devo dançar com "ç" ou com "s". Só depois dos primeiros passos é que percebo que quem dansa com "s" não sabe dançar. E quem sabe dançar fica cansado, com "s", pois só analfabeto se cança com "ç". Buzina é com "z", mas quem pode me garantir que se eu businar com "s" ninguém vai ouvir? Caçar é com "ç", mas também tem cassar com "ss" - mas isso se explica: caça-se um bicho e cassa-se um documento. Só não se pode cassar o documento de um sujeito que esteja caçando sem documento. Que a língua portuguesa tem seus truques, lá isso tem: o próprio truque, com "que" é uma adaptação do "truc" francês, provando que o truque brasileiro tem um certo "q". Mas isso não impede que o balé brasileiro seja dançado em francês, pois a palavra "ballet" impressionava mais, tanto que a usei no título. Mas vamos deixar isso pra lá que é falando que a gente se entende e não escrevendo.

(ELIACHAR, Leon. O Homem ao Cubo)

Sugestão de texto lacunado para aplicação do ditado

O ballet da ortografia

Às vezes quero dizer que saí e mandam botar ______________ no "i", porque se tirar o ____________, quem sai não sou eu, é o outro - e é aí que está a diferença. Falam-me de ditongos, em hiatos, em _________________ e proparoxítonas - palavras que me trazem amargas recordações de uma ______________ cheia de zeros. Quando vou a uma festa, nunca sei se devo _____________ com "ç" ou com "s". Só depois dos primeiros passos é que percebo que quem dansa com "s" não sabe __________. E quem sabe ___________ fica cansado, com "s", pois só analfabeto se cança com "ç". ____________ é com "____", mas quem pode me garantir que se eu ____________ com "__" ninguém vai ouvir? Caçar é com "ç", mas também tem cassar com "ss" - mas isso se explica: _________-se um bicho e ___________-se um documento. Só não se pode __________ o documento de um sujeito que esteja ___________ sem documento. Que a língua portuguesa tem seus truques, lá isso tem: o próprio truque, com "que" é uma adaptação do "truc" ___________, provando que o truque brasileiro tem um certo "q". Mas isso não impede que o balé brasileiro seja dançado em ____________, pois a palavra "ballet" _____________ mais, tanto que a usei no título. Mas vamos deixar isso pra lá que é falando que a gente se entende e não escrevendo.
O ballet da ortografia

Às vezes quero dizer que saí e mandam botar acento no "i", porque se tirar o acento, quem sai não sou eu, é o outro - e é aí que está a diferença. Falam-me de ditongos, em hiatos, em dissílabos e proparoxítonas - palavras que me trazem amargas recordações de uma infância cheia de zeros. Quando vou a uma festa, nunca sei se devo dançar com "ç" ou com "s". Só depois dos primeiros passos é que percebo que quem dansa com "s" não sabe dançar. E quem sabe dançar fica cansado, com "s", pois só analfabeto se cança com "ç". Buzina é com "z", mas quem pode me garantir que se eu businar com "s" ninguém vai ouvir? Caçar é com "ç", mas também tem cassar com "ss" - mas isso se explica: caça-se um bicho e cassa-se um documento. Só não se pode cassar o documento de um sujeito que esteja caçando sem documento. Que a língua portuguesa tem seus truques, lá isso tem: o próprio truque, com "que" é uma adaptação do "truc" francês, provando que o truque brasileiro tem um certo "q". Mas isso não impede que o balé brasileiro seja dançado em francês, pois a palavra "ballet" impressionava mais, tanto que a usei no título. Mas vamos deixar isso pra lá que é falando que a gente se entende e não escrevendo.

(ELIACHAR, Leon. O Homem ao Cubo)

Estratégias

1. Antes de realizar o ditado, é necessário ler o texto uma vez e discutir com os alunos a questão da grafia das palavras, mostrando, a partir dos apontamentos da turma, que há na língua algumas regularidades, que devem ser observadas na escrita, e irregularidades, nesse caso o jeito é memorizar a grafia ou recorrer ao dicionário.
2. Depois da leitura e conversa inicial, a atividade do ditado pode ser aplicada. Cada aluno recebe uma folha com o texto lacunado. Em seguida, a professora realiza a leitura do texto e os alunos completam os espaços.
3. A correção pode ser feita na lousa ou com o uso de transparência. O importante é deixar os alunos apresentarem suas hipóteses e refletir sobre a grafia e como solucionar as dúvidas em cada caso. Pode-se montar um mural com as conclusões da turma.

Comentários

É possível realizar ditado lacunado para cada tipo de regularidade ortográfica. É bom ter um arquivo com textos mais adequados para cada assunto e na hora do estudo diversificar as atividades. O ditado lacunado com letras de música também é muito interessante.

 

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